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Relatório AidWatch Europeu demonstra que a qualidade da Ajuda melhorou mas é necessário um maior foco na erradicação da pobreza
 
Relatório AidWatch Europeu demonstra que a qualidade da Ajuda melhorou mas é necessário um maior foco na erradicação da pobreza
 

Relatório AidWatch Europeu demonstra que a qualidade da Ajuda melhorou mas é necessário um maior foco na erradicação da pobreza

Bruxelas, 29 de Novembro de 2012: A qualidade dos programas europeus de ajuda aos países em desenvolvimento pode melhorar e mais fundos devem ser utilizados para combater a pobreza, demonstra o último Relatório AidWatch publicado ontem pelo Concord - Confederação Europeia de ONG de Ajuda e Desenvolvimento.

O relatório foi apresentado na véspera do aniversário da Cimeira de Ajuda internacional que decorreu no ano passado em Busan, onde a União Europeia (UE) assinou um acordo global para tornar mais eficaz a cooperação para o desenvolvimento.

A qualidade da Ajuda Europeia

“A qualidade da ajuda europeia é tão importante quanto a quantidade. A ajuda de boa qualidade capacita as pessoas, melhora os sistemas de saúde e de educação, impulsiona o crescimento equitativo, alivia a pobreza e constrói estados mais eficazes e responsáveis. Para a maioria das pessoas pobres e vulneráveis, a questão de se a ajuda da UE é eficaz e realmente chega a elas é uma questão de sobrevivência”, afirma Paulina Saares, membro AidWatch e da Kepa, ONG Finlandesa.

Coordenação entre 28 doadores

“Os 27 estados da UE e a Comissão Europeia possuem os seus próprios programas de ajuda, uma situação que segundo este relatório dá origem a maiores gastos burocráticos e a uma desnecessária duplicação de esforços o que aumenta os custos de administração para os países beneficiários. Melhor coordenação entre a Comissão e os estados-membro pode ajudar a melhorar a qualidade da ajuda”, refere Luca De Fraia, membro AidWatch e da ActionAid Itália.

Subordinação da ajuda: limitação dos resultados

“A subordinação da ajuda formal e informal reduz o montante da ajuda que honestamente pode ser considerada uma real e sustentável transferência financeira para os países em desenvolvimento, o que enfraquece o foco na erradicação da pobreza pois a alocação destes fundos permanece distorcida por objectivos de não desenvolvimento e outros interesses. Apesar da maioria dos estados-membro da UE ter apostado em ajuda desligada na última década, seis países continuam a ligar 30% da sua ajuda”, diz Amy Dodd, membro AidWatch e da UK Aid Network (UKAN).

Pode consultar o relatório em http://www.concordeurope.org/186-aidwatch-special_report

 

Notas:

 

Fonte: CONCORD

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A Plataforma Portuguesa das Organizações Não-Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD) é uma associação privada sem fins lucrativos que representa um grupo de 67 ONGD registadas no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Ao representar e apoiar as ONGD portuguesas a nível nacional e internacional, a Plataforma Portuguesa das ONGD pretende contribuir para a qualificação da intervenção da sociedade civil nos domínios da Cooperação para o Desenvolvimento, da Ajuda Humanitária e de Emergência e da Educação para o Desenvolvimento e Formação. Ao potenciar também as capacidades das ONGD enquanto organizações empenhadas na afirmação da solidariedade entre os povos contribuindo assim para a criação de um mundo mais justo e equitativo.

Programas de Ajuda da UE referem-se aos projectos dos Estados-Membro e da Comissão Europeia.

Portugal ligou 72,5% da sua ajuda em 2011. Fonte: Relatório Aid Watch 2012 - Uma Leitura da Cooperação Portuguesa desde 2003: http://plataformaongd.pt/conteudos/File/Noticias/Relatrio%20AidWatch%202012-%20Uma%20Leitura%20da%20Cooperao%20Portuguesa%20desde%202003.pdf

 

 


Programas de Ajuda da UE referem-se aos projectos dos Estados-Membro e da Comissão Europeia.

Portugal ligou 72,5% da sua ajuda em 2011. Fonte: Relatório Aid Watch 2012 - Uma Leitura da Cooperação Portuguesa desde 2003:

http://plataformaongd.pt/conteudos/File/Noticias/Relatrio%20AidWatch%202012-%20Uma%20Leitura%20da%20Cooperao%20Portuguesa%20desde%202003.pdf

 
2012-11-29
 
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