Engenho & Obra - Associação para o Desenvolvimento e Cooperação, ONGD
 
 

English  

Segue-nos

Entidade Formadora Certificada

 
EU ACUSO - Comunicado de Imprensa 16/10/08
 
EU ACUSO - Comunicado de Imprensa 16/10/08
 

Não sabemos exactamente quantas vezes conseguiram imaginar a possibilidade de um mundo sem fome e sem miséria, um mundo de Direitos Humanos para todos.

Os inúmeros acordos, compromissos, relatórios, dias comemorativos servem para lembrar: é possível vivermos num mundo sem fome e miséria, sabemos como fazê-lo e este é um compromisso assumido por 189 países no mundo (incluindo Portugal).

Hoje, Dia Mundial da Alimentação dedicado aos desafios das alterações climáticas e bioenergia, reafirmamos o direito à soberania alimentar das pessoas – crianças, mulheres e homens – o direito inegociável, vital e central de acesso seguro e sustentável à alimentação de qualidade para todos.

Amanhã, Dia Mundial da Erradicação da Pobreza, questionamos o mundo, a Europa, e em particular Portugal, acerca dos compromissos assumidos para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, nomeadamente o Objectivo número um que tem como metas, até 2015, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos, incluindo mulheres e jovens e a redução para metade da proporção da população afectada pela fome bem com o da proporção da população cujo rendimento é inferior a um dólar por dia.

Hoje, 900 milhões de seres humanos não têm capacidade de resposta para as necessidades primárias de sobrevivência quotidiana, seis milhões de crianças morrem de fome e outros 161 milhões sofrem de subnutrição crónica. As políticas inadequadas e muito pouco coerentes para a agricultura, comércio, água e energia, a proliferação do trabalho sem direitos, as novas questões relacionadas com as alterações climáticas, o aumento dos combustíveis e o aumento do preço de produtos alimentares provocam as desigualdades no mundo, negam o direito a uma vida digna, negam a universalidade dos direitos humanos.

É urgente que os governos e sociedade civil percebam e encarem as verdadeiras causas da pobreza e da fome, questionem o actual desequilíbrio entre a grande riqueza e a extrema pobreza, entre o consumo excessivo e a fome e actuem para que os compromissos sejam de facto cumpridos e os dias mundiais de hoje a amanhã possam ser realmente celebrados.

Informações adicionais
Engenho & Obra – Maria Fernanda Gomes (96 628 49 43 / mar.mariafernanda@gmail.com)
UCCLA – Princesa Peixoto e Alda Moreira (91 555 87 15 / ppeixoto@uccla.pt; 96 548 03 26 / alda.moreira@uccla.pt)

 


 

Sobre a Plataforma Portuguesa EU ACUSO

O Grupo de Trabalho da Plataforma Portuguesa EU ACUSO é constituído pela Amnistia Internacional (AI), Associação para a Cooperação entre os Povos (ACEP), Associação Portuguesa de Consultores Seniores (APCS), Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP), Conselho Nacional de Juventude (CNJ), Conselho Português para os Refugiados (CPR), Engenho e Obra - Associação para o Desenvolvimento e Cooperação (E&O), Graal, INDE – Intercooperação e Desenvolvimento, Plataforma das Estruturas Representativas das Comunidades de Imigrantes em Portugal (PERCIP), Plataforma Portuguesa das ONGD, Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PPDM), União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

Num contexto de análise da (in)coerência das políticas e decisões políticas ou falta delas – nomeadamente do Governo Português – com os compromissos assumidos no contexto da Presidência portuguesa da UE (respeitantes à Paz e Segurança, Governação e Direitos Humanos, Comércio e Integração Regional e Questões-chave do Desenvolvimento / Objectivos de Desenvolvimento do Milénio) e da Cimeira Europa-África de Chefes de estado, os Parceiros deste Projecto têm como principal objectivo monitorizar o cumprimento ou incumprimento dos compromissos assumido pelo governo e pelos actores não estatais, permitindo uma sensibilização progressiva do público sobre estas questões, tornando-o mais atento e exigente nestas temáticas, seja perante os decisores políticos, seja perante os diversos actores não estatais.

Mais informações: www.euacuso.com.pt

Lisboa, 16 de Outubro de 2008
Plataforma Portuguesa EUACUSO

 
2008-10-16
 
« Voltar