Engenho & Obra - Associação para o Desenvolvimento e Cooperação, ONGD
 
 

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E&O presente no encontro de 28 de Maio, promovido pelo IPAD, na Fundação Cidade de Lisboa
 
E&O presente no encontro de 28 de Maio, promovido pelo IPAD, na Fundação Cidade de Lisboa
 

“A adopção de uma Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (ENED) constitui um desafio de grande importância para Portugal. Desde logo, porque esse é um repto com que a sociedade portuguesa está crescentemente confrontada, no quadro de uma globalização que desterritorializa a cidadania e os seus pressupostos (...)”.

“Uma estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento deve ser assumida como instrumento essencial para promover o acesso universal e de qualidade à Educação para o Desenvolvimento (ED), consolidando o direito de cada pessoa a fazer parte da reflexão e da resposta ás desigualdades e injustiças que se apresentam a nível global”

Estes extractos da introdução do documento de 47 páginas que delineia os fundamentos da ENED, cujo primeiro esboço (draft) esteve em discussão nesta quinta-feira, dia 28 de Maio, na Fundação Cidade de Lisboa, evidenciam a importância que constitui para a sociedade portuguesa e para as ONGD a elaboração da “Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento”.

A Engenho & Obra, representada por Noémia Simões e Alfredo Soares Ferreira, esteve presente dia 28 de Maio, na discussão do primeiro draft da ENED, onde, a par da mesa, composta por representantes do IPAD, da PLATAFORMA e do CIDAC, também estiveram presentes muitas outras ONGD portuguesas. O debate foi vivo, aceso mas construtivo, demonstrando que as ONGD são peças muito importantes na construção de uma democracia melhor.

Reconhecendo que o documento representa um passo importante na reflexão e elaboração da estratégia de Educação para o Desenvolvimento, verificamos também que ainda não se trata de um documento maduro e acabado pois revela algumas incoerências e incongruências, necessitando ainda de ser completado nalguns domínios.
A E&O apontou no debate, em várias intervenções, a necessidade de tornar mais explícitos ou de aprofundar os seguintes aspectos na ENED:

  • é fundamental destacar os traços distintivos da construção europeia, em especial nas suas vertentes social e ambiental, no contexto de liberalismo económico global em que vivemos;
  • a importância de aprofundar a relação entre coesão social e educação para o desenvolvimento;
  • a necessidade de aprofundar e explorar o papel que as empresas e as novas tecnologias podem ter neste processo, sem trair a ED nos seus fundamentos e objectivos;
  • a potenciação do papel do ensino superior, como aglutinador de experiencias e respectiva contextualização e disseminação;
  • a introdução da dimensão das espiritualidades, da aliança das civilizações, entendida como potenciadora de outras sensibilidades e acções face aos contextos problemáticos em que vivemos.

Concluímos que, no contexto de crise em que vivemos, num mundo global mas desigual e fragmentado, é fundamental consolidar a solidariedade através da crescente tomada de consciência de que somos todos cidadãos do mesmo mundo. Para isso, é importantíssimo reconhecer o importante papel das Organizações Não-Governamentais na economia, na sociedade e no ambiente e que estas podem, através de uma acção concertada, via educação para o desenvolvimento, potenciar a construção atempada de alternativas, intermediando entre o poder e a sociedade civil, exercendo a sua influência nas políticas, no sentido da transformação social, para um Mundo melhor.

 
2009-05-29
 
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