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V Conferência Ministerial da Comunidade das Democracias
 
V Conferência Ministerial da Comunidade das Democracias
 

No passado fim-de-semana, dias 11 e 12 de Julho, o Centro Cultural de Belém foi palco de um mais evento importante para a construção de um mundo melhor:
A V Conferência Ministerial da Comunidade das Democracias que reuniu pessoas de todos os continentes, representantes de Estado e de ONGs que se encontraram para, a partir do testemunho das diferentes experiências de construção de democracias no mundo, e da criação de espaços de diálogo, procurar respostas para a complexidade das crises económicas, sociais e políticas que se fazem sentir no mundo.

A Engenho e Obra esteve presente, representada por Noémia Simões, que foi testemunha de diversas intervenções muito ricas e profundas, ecos de experiências muito diversificadas de procura de construção da democracia do Sul ao Norte, entre o Leste e o Oeste desta aldeia global mas tão desigual, em que o mais das vezes, os mais vulneráveis às crises são os que menos peso tiveram e têm no seu despoletar.

Destacamos alguns ecos do Workshop de Sábado com a Sociedade Civil. “Governança Democrática e Diálogo Intercultural”:

1. As palavras do escritor Amin Malouf que, partilhou a sua experiência de vida à luz de uma ‘religião da coexistência’ e desenvolveu uma profunda reflexão apresentando as suas preocupações como um homem que hoje “tem um olho fixo no Sul e outro no Norte” e que entende a diversidade das experiências e a universalidade como duas faces da mesma moeda que é a ‘democracia global ’ que se pretende construir.


2. A reflexão de André Azoulay da Fundação do Euro-mediterrâneo para o diálogo entre culturas. Anna Lindh que apresentou uma atenta reflexão sobre a democracia, o diálogo entre culturas e a diversidade cultural e espiritual da cultura judeo-árabe e berbere, evidenciando que as diferenças devem ser sentidas como riquezas. O discurso do Presidente Obama no Cairo, foi por ele destacado como reflexo do anúncio do fim de um ciclo e da vontade de construir um futuro diferente, baseado no respeito que deve existir entre as culturas, como forma de ultrapassar o choque das culturas e das civilizações.

3. O discurso de Jorge Sampaio, Alto Representante do Secretariado Geral das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, apontou para a necessidade de se repensar os fundamentos da Aliança das Civilizações como forma de ultrapassar as clivagens entre Leste e Oeste, contrariar os estereótipos e impedir o aumento dos extremismos. Fundamental é apostar na construção de uma cultura de paz em que a diversidade cultural seja o “quarto pilar do desenvolvimento sustentável”.

O Domingo, começou com três sessões temáticas paralelas, cujos temas foram:

  1. As implicações da actual crise financeira e económica na governança democrática;
  2. A governança democrática e o desenvolvimento;
  3. Os desafios futuros para a comunidade das democracias

 

Nelas tiveram oportunidade de intervir representantes de Estado e das ONG provenientes dos cinco continentes.

No final, foi apresentado um draft da Declaração de Lisboa para a Comunidade das Democracias, no qual os participantes da V Conferência Ministerial estabelecem os princípios de acção baseados na visão comum de um futuro para o mundo como um espaço de liberdade e justiça para todos.

 
2009-07-13
 
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